Quando deixei o Rio Grande do Sul — terra de tradição forte, sotaque marcante e personalidade firme — para construir a minha carreira jurídica em Portugal, eu sabia que estava a trilhar um caminho de desafios. Mas a verdade é que advogar na área do Direito dos Estrangeiros e da Nacionalidade portuguesa exige muito mais do que conhecimento técnico: exige adaptação, sensibilidade cultural e a capacidade de acompanhar um sistema legal que se transforma praticamente todos os meses.
Como gaúcha, trouxe comigo uma bagagem de determinação — e como profissional com forte experiência em tecnologia, cheguei preparada para processos digitais, análise de dados e sistemas modernos.
Mas Portugal ensinou-me que imigrar é sempre mais complexo do que parece… inclusive para quem chega para ajudar outros imigrantes.
🇵🇹 As constantes mudanças legislativas: um terreno em movimento
Se existe uma área do Direito que nunca fica parada, é a das migrações em Portugal.
Nos últimos anos, enfrentei:
- alterações estruturais no SEF, incluindo a sua extinção;
- criação e ajustes das competências da AIMA;
- mudanças profundas na lei da nacionalidade;
- alterações nos critérios de vínculos, de filiação e de requisitos documentais;
- novos modelos de residência, diferentes procedimentos e plataformas que nem sempre funcionam como o esperado.
Para quem não acompanha diariamente, estas mudanças parecem confusas.
Para quem vive disso, elas exigem:
✔️ estudo constante
✔️ atualização diária
✔️ resiliência
✔️ capacidade de explicar ao cliente, com clareza, aquilo que muitas vezes o próprio Estado não explica
Cada nova portaria, despacho ou alteração legislativa impacta a vida real de famílias inteiras — e cada profissional precisa estar um passo à frente.
🌍 Atender imigrantes significa entender o mundo — não apenas a lei
Portugal tornou-se um destino global. No mesmo dia, posso atender:
- um brasileiro em busca de nacionalidade,
- um indiano com pedido de reagrupamento familiar,
- um cidadão africano a solicitar regularização,
- um europeu com questões de residência pós-Brexit.
Cada cultura tem a sua forma de comunicar, de confiar, de expressar dúvidas, de lidar com documentos e burocracias.
E esse é um dos maiores desafios para qualquer profissional:
Aprender a ser tradutora jurídica e cultural ao mesmo tempo.
Como gaúcha, sempre tive comunicação direta, objetiva e sem rodeios.
Em Portugal — e no trabalho com clientes de diversas nacionalidades — aprendi a:
- adaptar o vocabulário,
- entender sensibilidades culturais,
- acolher histórias muitas vezes dolorosas,
- explicar processos complexos de maneira empática e clara.
Atender imigrantes é, antes de tudo, ouvir.
💻 A tecnologia como aliada — e nem sempre como solução
Vinda da área tecnológica, eu esperava encontrar em Portugal sistemas estáveis, automatizados e previsíveis.
Mas a realidade é que:
- plataformas caem,
- agendas abrem e fecham sem aviso,
- portais funcionam parcialmente,
- e a digitalização ainda está em evolução.
Com a experiência em tecnologia, desenvolvi:
✔️ métodos de gestão documental mais eficientes
✔️ sistemas de acompanhamento de processos
✔️ organização baseada em dados
✔️ antecipação de riscos digitais
✔️ rotinas para contornar falhas das plataformas oficiais
Transformei a tecnologia de obstáculo em ferramenta estratégica.
⚖️ A maior lição: advocacia de imigração é sobre pessoas
Mesmo com toda a técnica, estudo e experiência, descobri que o centro do Direito das Migrações não é o processo — é o ser humano.
Cada cliente representa:
- uma história de vida,
- uma necessidade urgente,
- um sonho pessoal,
- uma família que depende de segurança e estabilidade,
- um futuro que precisa ser construído com dignidade.
E é isso que torna a advocacia nesta área tão desafiadora — e tão gratificante.
✨ De gaúcha em Portugal a advogada de imigrantes: o desafio que virou propósito
Hoje, olho para trás e percebo que:
- a cultura gaúcha deu-me força,
- a tecnologia deu-me método,
- Portugal deu-me novos horizontes,
- e os meus clientes de tantas culturas diferentes deram-me propósito.
A advocacia no Direito das Migrações não é simples.
É instável, mutável e exige estudo constante.
Mas é, também, uma das áreas mais humanas e transformadoras que alguém pode escolher.
E é nessa intersecção — de Portugal com o mundo, da lei com a vida real — que encontrei o meu lugar.
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